Friday, June 28, 2013
Saturday, June 22, 2013
Educação Tradicional x Educação Progressista.
Na educação tradicional tem-se a visão do indivíduo adulto como
um indivíduo pronto e acabado. Isto é ele passa por um processo de
preenchimento do saber de seu ser e sendo assim o aluno é concebido como um
adulto miniaturizado em constante atualização até atingir sua fase adulta.
Nessa abordagem educacional tradicionalista o professor é tido como o único
detentor do saber, não tendo assim espaço para as experiências de mundo dos
alunos, o aluno apenas executa assim as
tarefas que lhes são incumbidas e não há a troca de experiências tal qual como
se dá em outras concepções mais atuais, como é o caso da humanista.
No método
tradicionalista, a avaliação é de forma quantitativa, isto é o aluno é avaliado
pela quantidade de informações que este conseguiu absorver das explicações do
conteúdo, e não é avaliado qualitativamente. O homem
não escolhe o que irá aprender, mas sim a sociedade pré-moldada, engessada.
Verifica-se uma questão totalmente política e interesseira, baseando-se no tipo
de cidadão que ela deseja formar.
Segundo Mendonça (2009) o aluno é nessa concepção tradicionalista:
“...um receptor passivo até que, repleto das
informações necessárias, e pode repeti-las a outros que ainda não as
possuam, assim como pode ser eficiente em sua profissão, quando de posse dessas
informações e conteúdos. O homem era considerado tábula rasa, na qual são
impressas, progressivamente, imagens, informações fornecidas pelo ambiente.”
Já a educação progressista busca uma maior autonomia do
aluno, ou melhor, do educando com relação à importância de determinados
conteúdos ou matérias para a sua vivência ou seu projeto futuro de vida. Tem se
nessa concepção uma visão mais humanista e humanizada do aluno, respeitando-se
dele a sua idiossincrasia e seus anseios perante a importância do estudo para
sua vida. É como Brandão (2006) definiria o tipo ideal de educação, “A
educação existe no imaginário das pessoas e na ideologia dos grupos sociais, e
ali, sempre se espera, de dentro, ou sempre se diz para fora, que a sua missão
é transformar sujeitos e mundos em alguma coisa melhor...” (p. 12) . Entende-se
então por essa idealização teorizada por Brandão de que a escola progressista
seria i tipo ideal de escola, aquela que realmente atende aos anseios da
sociedade a qual esta presta seus serviços.
O
método avaliativo utilizado por essa perspectiva educacional vislumbra sem
qualitativo, mas sabe-se que nem sempre de fato é assim que ocorre. Pois para
que haja a sua real aplicabilidade deve-se sim haver uma grande transformação
ou revolução estrutural no sistema educacional, onde o professor ganhe uma
maior autonomia para escolher a sua didática. Mesmo na atual situação do Paraná
onde as escolas públicas possuem uma “gestão democrática”, sabe-se que não há
uma real democracia em funcionamento nessas instituições. Pois a escola não
possui liberdade suficiente para escolher um modelo educacional diferente do
que é imposto pelo governo estadual o qual por sua vez também é seu mantenedor.
Um
modelo a ser citado aqui como escola progressista pode ser a Escola da Ponte[1] que funciona em Portugal,
e que já exportou seu modelo para diversos países. É uma escola de caráter
inclusivo, democrático, que torna o aluno autônomo suficiente para escolher as
matérias que pretende estudar e quando vai estudá-las. Mas o que se pode notar
nesse modelo, foi uma grande participação da comunidade escolar em torno de
todos os processos, isto é , alunos, professores, funcionários e país.
Na
educação EAD (Educação à Distância), tem-se nela uma réplica dos sistemas
presenciais. Pois vê-se de que no sistema ao qual se está cursando, o curso
segue uma linha de educação tradicional, e justifica-se pelo fato de não ser
levada em conta a idiossincrasia de cada aluno, a formação se dá pela
informação repassada por apenas uma das pontas, o professor e o tutor à distância.
A maioria das avaliações são quantitativas, visto que não há uma conversa nos
fóruns tal qual como proposto. Segundo Cruz (2008):
“Assim, se os processos educativos são comunicativos, é preciso
apoiar o professor para que ele deixe de ser um emissor e se constitua como um
pesquisador das mídias construindo com os alunos um conhecimento num processo
de recepção que é ativo e não passivo. (p.7)
Como
reflexão sugere-se que se pense num modelo de educação EAD progressista, pois a
distância e a frieza das máquinas o torna tradicionalista por demasia. Uma vez
que os contatos via webconferências são escassos.
Referências Bibliográficas
BRANDÃO, Carlos Rodrigues. O que é
educação? São Paulo. Brasiliense, 2006. (Coleção Primeiros Passos; 20) 47ª
reimp. da 1ª ed. 1981. (116p).
CRUZ, Dulce Márcia. Mídias no ensino
superior: a formação docente e a educação presencial e virtual. Educação,
2007. Vol 32, Nº 02. http://coralx.ufsm.br/revce/2007/02/a10.htm . Acessado e impresso em ( 29/05/2008).
LOPES, Silvana
Mendonça. Evolução da Educação Brasileira. UTFPR ( Moodle, livro 03).
Especialização em Educação: Métodos e Técnicas de Ensino – 2009.
[1]“A
instituição surgiu na década de 1970, do
desejo de se fazer uma escola que respeitasse as diferenças individuais dos
alunos. Em 1976, as respostas a algumas interrogações deram origem a
profundas mudanças na organização da escola, na relação entre ela, instituição,
e os encarregados de educação dos alunos e nas relações estabelecidas com
diferentes parceiros locais. Um espaço realmente diferenciado, como os
educadores sempre sonharam.” (http://pt.wikipedia.org/wiki/Escola_da_Ponte )
Friday, June 21, 2013
As principais mudanças no sistema partidário, desde a época imperial até o fim do bipartidarismo em 1979.
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PERÍODO
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PERÍODO HISTÓRICO
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PRINCIPAIS CARACTERÍTICAS
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1822-1831
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Primeiro Reinado
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O Estado era governado nos moldes de um
Estado unitário. Havia um parlamento que legitimava a constitucionalidade da
monarquia. Este era bipolarizado, isto é dividido em dois partidos. Eram
estes: Partido Liberal: formado pela elite brasileira progressista que
almejava legitimar o poder do imperador.
Partido
Conservador: formado pela elite portuguesa reacionária que
visava a defesa e manutenção de seus privilégios.
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1831-1840
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Período Regencial
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Foi nesse período que o Poder Moderador teve
seu poder de comando restringido. Era possível observar as três vertentes
ideológicas da política brasileira representadas durante as regências. Eram
elas, liberais, conservadores e militares. Os militares, que até então não
estavam representados, por meio de sucessos e insucessos no silenciamento das
Revoltas Regenciais, estavam mostrando sua importância a nação e ganhando
notoriedade.
Através do Ato Adicional de 1834, as
províncias ganharam uma maior autonomia.
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1840-1889
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Segundo Reinado
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1870 ocorreu a publicação do Manifesto
Republicano e também a Fundação do Partido Republicano.
Em 1873 é fundado o Partido Republicano Paulista.
Fortemente marcado pela Guerra do Paraguai,
despertou por meio dos militares uma forte identidade republicana, e como
estes retornaram descontentes da guerra, foram os impulsionadores para a
Proclamação da República.
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1889-1894
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República da Espada
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1889 –
Mal. Deodoro da Fonseca proclama a República.
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1890 –
Ocorreram as eleições para a Assembleia Constituinte.
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1891 – É
promulgada a Constituição, elegeu-se Marechal Deodoro da Fonseca como
Presidente e Floriano Peixoto como seu vice. Deodoro da Fonseca tenta um
golpe de Estado, e acaba renunciando, assumindo então a presidência Floriano
Peixoto.
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1894-1930
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República Velha
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1894- Em
eleições diretas, o paulista Prudente de Morais, civil.
1900-
Campos Sales instituiu a “política dos governadores”.
1913-
Partido Liberal lança a candidatura de Rui Barbosa à presidência da
República.
1915- O
Congresso aprova o Código Civil de Clóvis Bevilácqua.
1926-
Ocorreu a fundação do Partido Democrático, em São Paulo.
1927-
Após marcha de cerca de 24 mil km, lutando contra forças do governo, a Coluna
Prestes interna-se na Bolívia; o Partido Comunista Brasileiro (PCB) é posto
na ilegalidade.
1929-
Oligarquias de MG e do RS criaram a Aliança Liberal e lançaram a candidatura
de Getúlio Vargas à presidência da República.
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1930-1945
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Segunda República e o Estado Novo
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1932-
Plínio Salgado criou a Ação Integralista Brasileira (AIB).
1933-
Houve eleições para a Assembleia Constituinte.
1934-
Promulgada a terceira Constituição do Brasil. Getúlio Vargas foi eleito
presidente da república pelo Congresso.
1935-
Criação da Aliança Nacional Libertadora. Lei de Segurança Nacional deu plenos
poderes ao governo.
1937-
Congresso aprova o Estado de Guerra, suspendendo a Constituição. Estado Novo:
Vargas dissolve o Congresso (10 de novembro), impõe Constituição de
inspiração fascista e extingue os partidos políticos.
1938-
Criada a UNE, União Nacional dos Estudantes.
1945-
Fim da censura. UDN, PSD, PTB e PCB voltam a atuar na legalidade. Ocorreram
as eleições para a Presidência da República e Assembleia Constituinte (02 de
dezembro).
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1946-1963
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Redemocratização
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1946- A
Assembleia Nacional promulgou a quarta Constituição brasileira.
1947-
Cassação do registro eleitoral do PCB e criação do PSB. Fechamento da CGTB e
intervenção em sindicatos.
1950-
Getúlio Vargas é eleito presidente da República.
1955-
Juscelino é eleito presidente da República e João Goulart seu vice.
1959-
Foram lançadas as candidaturas de Jânio Quadros (UDN) e do Mal. Henrique
Teixeira Lott (PSD), para a presidência da República.
1963-
Plebiscito nacional determina retorno
do país ao presidencialismo.
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1964-1979
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Ditadura Militar
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1964- O
Gen. Castelo Branco é designado presidente da República. AI-1 (Ato
Institucional 1), suspende por 10 anos os direitos políticos de governadores,
parlamentares e líderes sindicais, entre outros.
1965-
AI-2 extingue os partidos políticos e cria o bipartidarismo: Aliança
Renovadora Nacional (ARENA) e o Movimento Democrático Brasileiro (MDB).
1966-
AI-3 estabelece eleições indiretas para governadores. Governo decreta recesso
do Congresso.
1967- O
Congresso, expurgado dos opositores, aprovou nova Constituição. Mal. Arthur
da Costa e Silva é eleito presidente da da República por voto indireto.
1968-
AI-5, de 13 de dezembro suspende os direitos constitucionais dos cidadão e
cassa vários mandatos de parlamentares. Fortalecendo assim a ditadura
militar.
1969-
AI-7 suspende as eleições que se realizariam em todo o país. Forma-se um
junta de governo.
1974-
Nas eleições parlamentares o MDB, saiu vitorioso.
1979-
Greves no ABC paulista e a Lei da Anistia marcaram o término do Regime
Militar Brasileiro.
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