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Wednesday, May 9, 2018

Crise da Educação um descaso da democracia.

           A educação no Brasil desde de a consolidação da democracia após os governos da ditadura militar, vêm sendo tratada como feudo eleitoral. Pois a indicação é feita pelo presidente da república e não é um cargo de carreira. Sofre também com as rupturas ideológicas em trocas de governos, não dando coesão ao trabalho pedagógico.
              Do total de vinte e um ministros durante o período após a ditadura até os dias de hoje, apenas cinco são professores. Dentre os demais tem-se advogados, economistas, administradores, engenheiros e médicos. Aí já se pode notar que as demais profissões “entendem” ao ver do gestor, mais da educação do que o próprio professor. Não sei mensurar os demais ministérios, mas acredito que o Ministério da Saúde dificilmente terá como ministro um professor ou qualquer outro profissional que não seja da área da saúde.
                A educação deve ser levada a sério, deve preconizar a competência a formação na área pedagógica, para que assim se saiba onde e porque investir. E não mais ser feudo eleitoral de partidos na divisão dos ministérios entre os aliados da base do presidente. Queria me expressar muito mais neste texto, mas deixo aqui apenas o início de uma ideia que cada um pode buscar mais argumentos pró ou contra o que aqui foi apresentado.

Tuesday, July 2, 2013

Simples reflexão...

       Os meios de comunicação em massa estão aí, concorrendo abertamente com o professor que está em sala de aula. Acontece que muitos professores, independente de sua formação, não conseguem transpor essa barreira entre a escola e o que se passa na sociedade. Pois as aulas estão ficando desinteressantes aos alunos, o conhecimento está cada vez mais descontextualizado com a realidade do educando. O professor é a peça fundamental para essa transposição da escola para a sociedade.
       Existe desmotivação por parte de alunos e também de professores, mas deve-se lembrar que o professor deve responder aos anseios da sociedade, visto que a escola está para a formação de membros da sociedade. Se queremos e lutamos por transformação social, esta deve se iniciar no seio da escola. Pois é lá que os alunos podem errar sem medo, que os professores podem pôr em prática as teorias aprendidas ao longo de sua formação.
      A escola deveria ser levada mais a sério pela sociedade, pois se ela fosse sólida de fato a sociedade desfrutaria hoje de uma melhora na qualidade de vida. Não podemos esperar que só o governo tome conta da escola, devemos nos lembrar também que temos a nossa parcela de participação em todas as instâncias governamentais e devemos fazer valer.
Um outro ponto a recordar é de que a escola é um organismo vivo que está recebendo o tratamento de algo estático. Os alunos completam os seus estudos e poucas mudanças estes presenciam do momento que entram ao momento que se formam na mesma. Ao passo que eles mudam, e como mudam. O abandono até mesmo físico da escola pública um ponto a se pensar, pois na escola privada todo ano o dono sempre faz alguma reforma visível aos olhos dos alunos, que sempre que retornam das férias chegam esperando alguma novidade e encontram.
       É assim também com o professor o mesmo quer encontrar algo novo na escola que o motive, mas tudo está igual ou pior salvo algumas exceções. Mas e a sociedade, está buscando essa mudança na escola? Se soubessem que uma educação básica bem robusta seria a solução algumas mazelas sociais. Mas enfim, está cômodo como está, pois não há movimentos fortemente expressivos para essa mudança estrutural da educação.